31 dezembro 2025

Quando o calendário vira, a cultura se revela


Por: Wilson Cesar Malinoski 

Jornalista -  5007/SC


Mudar o calendário de 2025 para 2026 é, em aparência, um gesto banal. Um número substitui o outro, páginas se encerram, agendas se renovam. Mas a cultura humana nunca lidou com o tempo de forma neutra. O calendário não é apenas uma ferramenta de organização, é um artefato simbólico que estrutura expectativas, medos, promessas e ilusões coletivas.

Do ponto de vista sociológico, a virada do ano funciona como um ritual moderno. Uma pausa consentida para reorganizar narrativas pessoais e sociais. É quando sociedades inteiras autorizam a si mesmas a recomeçar, mesmo sem ter mudado as condições objetivas da vida. A data cria a sensação de ruptura, ainda que o mundo siga contínuo e indiferente aos nossos marcos artificiais.

Na filosofia, o tempo nunca foi apenas cronológico. Ele é vivido, sentido, interpretado. A passagem de 2025 para 2026 carrega mais do que dias futuros; carrega a esperança de que o novo número seja capaz de corrigir erros antigos. É a velha crença de que o tempo, por si só, redime. Mas o tempo não transforma, ele apenas expõe. O que muda é a consciência que se tem dele.

Já a psicologia humana se agarra ao calendário como mecanismo de sobrevivência emocional. Precisamos de marcos para suportar o caos, de datas para nomear começos, de fins para elaborar perdas. A virada do ano oferece um alívio simbólico: a sensação de controle sobre aquilo que, no fundo, não controlamos.

Assim, ao mudar de 2025 para 2026, não é o tempo que muda, somos nós que pedimos licença para tentar mudar junto com ele. O calendário vira, mas a responsabilidade permanece. E talvez a verdadeira virada não esteja no número que chega, mas na coragem de não delegar ao tempo aquilo que só a ação humana pode transformar.


12 dezembro 2025

COAMO chega ao Pontal

Foto: Divulgação 

 Desenvolvimento anunciado e o desafio de crescer sem perder identidade

Por Wilson César Malinoski JP 5007/SC

Itapoá vive um daqueles momentos raros da história em que o futuro deixa de ser promessa e passa a ter endereço, investimento e cronograma. A confirmação do Terminal Portuário da Coamo Agroindustrial Cooperativa no bairro Pontal representa, sem dúvida, um divisor de águas para o município e para todo o litoral norte catarinense.

Não se trata apenas da instalação de mais um porto. Trata-se da chegada de uma das maiores cooperativas agroindustriais da América Latina a uma cidade que, até poucas décadas atrás, era reconhecida essencialmente como balneário de veraneio e refúgio de pescadores artesanais.

O anúncio do empreendimento confirma algo que especialistas já observavam: Itapoá deixou de ser apenas destino turístico para tornar-se peça estratégica na logística nacional de exportação.



O lado positivo: 

Investimento, emprego e protagonismo regional

O projeto prevê investimentos bilionários e uma cadeia econômica capaz de movimentar setores inteiros da economia local. Durante a fase de obras, a expectativa é de geração significativa de empregos diretos e indiretos, além do fortalecimento do comércio, serviços, construção civil e logística.

Para uma cidade em crescimento acelerado, o terminal surge como oportunidade concreta de:

  • ampliação da arrecadação municipal;

  • valorização profissional da mão de obra local;

  • atração de novas empresas e fornecedores;

  • consolidação de Itapoá como polo logístico do Sul do Brasil.

A presença da Coamo traz também um elemento importante: previsibilidade econômica. Cooperativas desse porte operam com planejamento de longo prazo, estabilidade operacional e compromisso institucional; fatores que costumam reduzir ciclos de crescimento artificial ou especulativo.

Em linguagem simples: o investimento não chega como aventura empresarial, mas como projeto estruturante.

O outro lado da balança: crescimento exige responsabilidade

Mas todo bônus carrega um ônus — e ignorar essa equação seria falhar com a missão do jornalismo.

O bairro Pontal, escolhido pela localização estratégica junto à Baía da Babitonga, possui características sociais e ambientais próprias. Ali convivem moradores antigos, pescadores, famílias tradicionais e novos residentes que escolheram a região pela tranquilidade e pela relação direta com o mar.

A chegada de um terminal portuário naturalmente levanta questionamentos legítimos:

  • aumento do tráfego pesado;

  • pressão sobre infraestrutura urbana;

  • mudanças no perfil imobiliário;

  • impactos na pesca artesanal;

  • transformações culturais inevitáveis.

Não são resistências ao progresso. São perguntas que toda comunidade madura precisa fazer antes de atravessar uma mudança histórica.

Um empreendimento que vai acontecer

O ponto central do debate atual já não é mais se o porto será construído, mas como essa transformação será conduzida.

Os processos ambientais, audiências públicas e estudos técnicos indicam que o projeto avança dentro dos ritos legais. O cenário aponta para um empreendimento que tende a se consolidar nos próximos anos.

Diante disso, surge uma reflexão necessária: a cidade precisa preparar-se não apenas para receber o investimento, mas para dialogar com ele.

Grandes obras não transformam somente a economia. Elas redefinem identidade urbana, relações sociais e expectativas coletiva

O papel da comunidade e do poder público

O verdadeiro sucesso do projeto dependerá de três pilares fundamentais:

  1. Transparência permanente entre empresa, poder público e moradores;

  2. Planejamento urbano antecipado, evitando crescimento desordenado;

  3. Compensações sociais e ambientais efetivas, percebidas no cotidiano da população.

Quando esses elementos caminham juntos, o desenvolvimento deixa de ser imposto e passa a ser compartilhado.

Entre o porto e a cidade

A história mostra que cidades portuárias bem-sucedidas são aquelas que entenderam cedo que desenvolvimento econômico e qualidade de vida não são adversários — são parceiros que precisam ser equilibrados.

A chegada da Coamo ao Pontal representa uma oportunidade real de prosperidade. Mas também exige maturidade coletiva para preservar aquilo que faz de Itapoá um lugar singular: sua relação humana com o território.

O porto trará navios maiores, novos fluxos econômicos e novas perspectivas. Caberá à cidade garantir que, junto com o progresso, permaneçam vivos o pertencimento, a memória e o sentimento de comunidade.

Porque crescer é inevitável. Crescer bem é uma escolha.


02 dezembro 2025

Brasil quase um século sob o comando da direita

 

Por Wilson César Malinoski
Jornalista Registro 5007/SC


Um retrato histórico que desmonta versões distorcidas do debate político

Nos últimos cem anos, o Brasil viveu uma experiência política diferente daquela que costuma ser repetida na arena pública. Quando se abandona a retórica emocional e se observa a cronologia real do poder, torna-se evidente que o país foi governado majoritariamente por uma hegemonia de direita e centro-direita. Ao todo, aproximadamente 88 anos sob controle desse espectro ideológico, enquanto a esquerda governou por cerca de 14 anos.

A análise histórica inicia na República Velha com Artur Bernardes e Washington Luís, sustentados pelos partidos oligárquicos PRM e PRP, alinhados a interesses conservadores e economicamente tradicionais. Em seguida, a Era Vargas, apesar de multifacetada, instituiu um regime centralizador e autoritário que não se enquadra na definição de governo de esquerda do ponto de vista institucional.

No período democrático pós-Segunda Guerra, entre 1946 e 1964, presidentes como Eurico Gaspar Dutra, Juscelino Kubitschek e Jânio Quadros, apoiados por legendas como PSD, UDN e PSP, mantiveram uma orientação de centro-direita. O golpe militar de 1964 encerrou esse ciclo democrático e instituiu mais de duas décadas de controle absoluto pelas siglas ARENA e PDS, representando um regime claramente conservador.

Com a redemocratização em 1985, esperava-se uma reconfiguração estrutural. Porém, a sucessão já na Nova República manteve a predominância da direita e do centro-direita. José Sarney, Fernando Collor, Itamar Franco, Fernando Henrique Cardoso, Michel Temer e Jair Bolsonaro preservaram a mesma orientação ideológica, confirmando a continuidade histórica.

A única ruptura temporária dessa hegemonia ocorreu com os mandatos de Lula e Dilma, eleitos pelo Partido dos Trabalhadores, que somaram aproximadamente 14 anos de governo federal. Lula retorna ao cargo em 2023, mas ainda é cedo para definir o impacto histórico desse novo período.

Diante dessas informações, perde sustentação o argumento frequentemente repetido de que o Brasil teria sido dominado pela esquerda. Os dados oficiais demonstram o contrário. A direita conduziu o país pela maior parte do último século e, mesmo nos períodos de alternância eleitoral, a estrutura institucional, econômica e política permaneceu amplamente conservadora.

Reconhecer esse percurso histórico é fundamental para qualificar o debate público e evitar conclusões superficiais que distorcem a realidade e alimentam conflitos baseados em percepções equivocadas.

11 novembro 2025

O Homem e sua Caricatura

Por Wilson César Malinoski – Jornalista




Há um abismo curioso entre o homem e a sua caricatura. A caricatura exagera traços, acentua imperfeições, amplia gestos — mas, paradoxalmente, é nela que às vezes nos reconhecemos mais do que no espelho.

Quando vi meu rosto transformado em traço em cor acinzentada, percebi algo profundo: o desenho não mostrava apenas o que sou por fora, mas o que talvez o olhar humano já pressente por dentro — um temperamento, uma ironia, uma história.

O homem carrega suas dúvidas, seu cansaço, seus erros e esperanças; a caricatura, por outro lado, carrega a síntese disso tudo. É o espelho deformado que revela a verdade que o espelho comum esconde.

No traço do caricaturista há filosofia: ele não desenha rostos, desenha essências. E quando a caricatura se parece tanto conosco, talvez seja o sinal de que já nos tornamos, de alguma forma, personagens de nós mesmos.

02 novembro 2025

Análise Linguística e Ética do termo “Vítima Fatal”

Por Wilson César Malinoski


Nos últimos anos, tornou-se quase automático ler em portais de notícia a expressão “vítima fatal” — especialmente em matérias policiais e de trânsito. É um termo repetido à exaustão, mas que revela um descuido preocupante com a precisão da linguagem jornalística.

Do ponto de vista semântico, “fatal” significa “aquilo que causa a morte”. Logo, um acidente, um disparo, uma facada ou uma queda podem ser fatais, porque são os agentes causadores do óbito. Já a vítima, por definição, é quem sofre o efeito do ato, e não quem o provoca. Portanto, chamar alguém de “vítima fatal” é um contrassenso: a vítima não pode ser “fatal”, pois ela não causa a morte, ela a sofre.

O correto seria dizer:

  • “O acidente teve uma vítima”; “O acidente foi fatal para o motorista”;

  • “A colisão resultou em uma morte”; “A vítima morreu no local”.

Mas o que explica essa insistência?

Trata-se de um vício de linguagem consolidado pela repetição nos noticiários. O termo soa mais “forte”, mais “impactante”, e por isso é replicado sem reflexão. No entanto, o jornalismo responsável deve prezar por clareza, precisão e respeito ao significado das palavras, pois são elas que constroem a credibilidade da informação.

Aos colegas jornalistas,

o conselho é simples, mas essencial:
Revisem as expressões antes de publicar. A força de uma notícia não está no exagero das palavras, mas na fidelidade ao fato. Evitem clichês que empobrecem a linguagem e confundem o leitor. A morte já é suficientemente séria, não precisa ser adjetivada com erros.

Como costumo dizer nas redações:

“Fatal é o erro de quem escreve sem pensar.”

Por que a violência vende? — Um olhar de bastidor

Por Wilson César Malinoski


Voltemos a 2014. Eu ainda era estudante da Universidade do Alto Rio do Peixe, em Caçador, e estava às voltas com a construção do meu Trabalho de Conclusão de Curso. Numa das apresentações preliminares, levantei uma pergunta que, à época, pareceu quase uma heresia jornalística: por que a violência vende?

Lembro bem do semblante sério dos avaliadores, dos olhares cruzados e do silêncio que antecede a reprovação moral. A instituição, por meio de seus representantes, foi categórica — “isso não é verdade”. Sugeriram que eu abandonasse a ideia, que buscasse um tema mais “edificante”, mais “positivo”. Mas jornalista que se preze sabe: quando dizem para não ir por ali, é justamente ali que está a verdade.

Mantive a proposta. Criei um blog de opinião, investiguei o comportamento do público, mergulhei na antropologia da comunicação e nos instintos primários do ser humano. Descobri que o fascínio pelo conflito é antigo como a própria espécie. O medo, a curiosidade e a necessidade de se proteger — são gatilhos que fazem com que o olhar humano se volte, naturalmente, para o drama, o risco, o perigo.

Provei, com dados e reflexão, que a violência vende porque desperta a atenção, e atenção é a moeda mais disputada da era digital. O público não busca sangue — busca sentido. Mas a fronteira entre a informação e o espetáculo é cada vez mais tênue.

Meu TCC recebeu nota 10 do gabinete de avaliação. Uma vitória não apenas acadêmica, mas moral. Anos depois, observo com ironia os mesmos veículos que outrora negavam o fenômeno, fazendo uso indiscriminado dele — manchetes inflamadas, tragédias ampliadas, imagens sem contexto.

A tese que quiseram calar tornou-se realidade cotidiana.
A violência continua vendendo — não por culpa da imprensa, mas porque o ser humano ainda compra.

E eu sigo perguntando, como fiz lá atrás:
Será que somos vítimas da mídia — ou cúmplices dela?

28 outubro 2025

O apoio da Câmara ao Magistério e o que isso realmente significa para Itapoá?

 Por César Malinoski — Jornalista de Opinião

A aprovação da Moção nº 32/2025, pela Câmara Municipal de Itapoá, em apoio às reivindicações do Magistério, vai muito além de um gesto simbólico. Trata-se de um movimento político e social com efeitos diretos sobre a dinâmica entre Legislativo, Executivo e a categoria dos professores, que há tempos aguardam um olhar mais concreto do poder público.


 Um recado direto ao Executivo (O gesto político)

Quando uma moção de apoio é aprovada por maioria, com assinaturas de parlamentares de diferentes partidos, isso sinaliza algo importante: o Legislativo reconhece a legitimidade da pauta e transfere ao Executivo a responsabilidade pela resposta.   Ou seja, a Câmara fez o que está ao seu alcance dentro dos limites institucionais — pressionou publicamente, mas de forma respeitosa, para que o prefeito e sua equipe técnica estudem o impacto do reajuste e do auxílio-transporte.

Esse tipo de ação cria um novo ambiente político: o governo municipal passa a ser cobrado oficialmente a dialogar com a categoria, sob risco de desgaste se o tema for ignorado.


Um desafio real ( O impacto financeiro)

O pedido de reajuste de 41,4% no vencimento-base — elevando o piso de R$ 4.951,00 para R$ 7.000,00 — é, sem dúvida, expressivo. Do ponto de vista fiscal, isso exige um estudo técnico profundo sobre a capacidade orçamentária do município, o comportamento da folha de pagamento e o impacto sobre o limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal.

Se aprovado sem planejamento, pode gerar desequilíbrio financeiro; se bem estruturado, pode representar um salto de qualidade e motivação na rede municipal de ensino. O ponto central será a transparência: abrir os números e mostrar se Itapoá tem condições de arcar com o aumento de forma gradual e responsável.



Valorização e permanência ( O reflexo na sala de aula)

Sob a ótica pedagógica e social, a valorização salarial é mais do que uma pauta corporativa — é uma política de retenção de talentos. Muitos professores de Itapoá enfrentam longas distâncias, carga horária alta e estrutura precária nas escolas.
O reajuste e o auxílio-transporte podem reduzir a evasão de profissionais qualificados, melhorar o clima organizacional e refletir diretamente na qualidade do ensino.

Professor valorizado é aluno melhor atendido. E município que investe em educação cria capital humano — o mais duradouro e rentável de todos.


Reposicionamento de forças (O efeito político)

Essa moção também reposiciona os vereadores diante da opinião pública. Em ano pré-eleitoral, aproximar-se do magistério é se aproximar de uma das categorias mais mobilizadas e respeitadas da cidade.
Por outro lado, o Executivo precisa agir com cuidado: se ignorar o pleito, pode parecer insensível; se acolher sem planejamento, corre risco fiscal.
O desafio é encontrar o ponto de equilíbrio entre responsabilidade e sensibilidade social.

Quando o gesto vira compromisso  (A leitura final)

Em síntese, o que aconteceu nesta segunda-feira (27) não é apenas mais uma moção aprovada. É o início de uma nova fase de pressão institucional e diálogo social em Itapoá.
O gesto dos vereadores cria uma expectativa coletiva — e expectativa, na política, tem peso.

O Magistério saiu fortalecido. A Câmara mostrou sintonia com as demandas da base. Agora, o foco se volta ao Executivo, que terá de mostrar se prefere administrar o problema ou construir a solução.

24 outubro 2025

Fraiburgo pode fazer história: Daniela Suzin busca representar a diversidade catarinense na Alesc

  Por Wilson César Malinoski – Jornalista de Opinião

Daniela Suzin Pré-Candidata a Deputada

Fraiburgo, conhecida como a “terra da maçã”, pode estar prestes a colher um novo fruto político — desta vez, da diversidade e da representatividade. Daniela Suzin, 28 anos, mulher transexual e natural do município, prepara-se para disputar pela primeira vez uma cadeira na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), rompendo paradigmas em uma das cidades mais conservadoras do Meio-o este catarinense.

Atualmente radicada temporariamente em Itajaí, por compromissos profissionais e políticos, Daniela vem se articulando junto a lideranças regionais e movimentos sociais, com foco em ampliar o debate sobre direitos humanos, políticas de inclusão e o protagonismo da comunidade LGBTQIAPN+ dentro das estruturas partidárias catarinenses.

Sua última filiação registrada foi no União Brasil, mas bastidores políticos indicam possíveis aproximações com o PSD e o Podemos, partidos que devem abrir suas janelas de transferência nas próximas semanas. A movimentação reforça o interesse de legendas tradicionais em diversificar seus quadros e sinalizar abertura a novos perfis de liderança.

Se confirmada sua pré-candidatura, Daniela Suzin será a primeira transexual da história de Fraiburgo a disputar uma vaga no Legislativo estadual — um marco não apenas para a cidade, mas também para Santa Catarina, estado que ainda carece de representatividade trans na política institucional.

Fraiburgo é conhecida por seu perfil eleitoral conservador, majoritariamente alinhado a partidos de direita, o que torna a trajetória de Daniela um desafio adicional. No entanto, sua proposta de diálogo, respeito e renovação vem encontrando espaço entre jovens eleitores, lideranças comunitárias e grupos que defendem a pluralidade política como valor democrático.

Mais do que um nome em uma futura urna, Daniela Suzin representa a possibilidade concreta de oxigenar o debate político catarinense, aproximando o poder público das vozes que ainda lutam por reconhecimento e igualdade.





O valor da representatividade

Santa Catarina precisa olhar para a diversidade como um ativo social e democrático — não como ameaça. A candidatura de Daniela Suzin é, antes de tudo, um convite à reflexão sobre quem tem ocupado o espaço da política e quem ainda está do lado de fora.

Em tempos de polarização e discursos excludentes, apoiar trajetórias como a dela é reafirmar a importância da democracia participativa, onde o pluralismo e o respeito às diferenças constroem pontes em vez de muros.

A comunidade LGBTQIAPN+ catarinense tem agora a oportunidade de unir forças e ampliar sua representatividade no cenário estadual. Fraiburgo pode ser o ponto de partida dessa nova história.

24 setembro 2025

Porto Belo ganha guia digital para explorar a cidade além das praias

Idealizado pela Phacz Empreendimentos, uma das 100 maiores incorporadoras do país e com forte atuação na cidade, o 'Guia Porto Belo' reúne roteiros de passeios, hospedagens com vista para o mar e 15 sugestões gastronômicas. A iniciativa tem como objetivo valorizar o turismo e economia local.

Agosto, 2025 – Porto Belo, no litoral norte de Santa Catarina, acaba de ganhar um guia turístico para facilitar quem visita a cidade.  O “Guia Porto Belo” reúne dicas de passeios, pousadas e experiências gastronômicas selecionadas pela equipe da Phacz Empreendimentos. Atuante na região, a incorporadora idealizou a publicação como forma de valorizar o turismo local.

A iniciativa surge em um momento de expansão do setor no Estado. Impulsionado pelo turismo e pela indústria, Santa Catarina teve crescimento de 6,1% na atividade econômica entre janeiro e maio de 2025, segundo o Banco Central. O turismo, em especial, tem se destacado. De acordo com a Fecomércio - SP, com base em dados do IBGE, o Estado registrou alta de 11,5% no fluxo turístico deste verão e ocupou a segunda colocação entre os maiores crescimentos do país no período. No acumulado do ano, o setor turístico catarinense também cresceu 11,1%, também de acordo com o Banco Central, quase o dobro da média nacional (6%).

Porto Belo começa a despontar no mapa e a cidade vem atraindo olhares por suas águas calmas, cultura náutica e atmosfera acolhedora. Para a sócia-proprietária da Phacz Empreendimentos, Ana Clara Zanon, o guia nasceu do desejo de apresentar Porto Belo para além do óbvio.

“A Phacz tem uma relação profunda com Porto Belo. Estamos contribuindo com o desenvolvimento urbano da cidade, com diversos empreendimentos em construção e muitos lançamentos por vir e, consequentemente, acompanhamos de perto essa transformação do município. Com todo o potencial turístico, trazemos o que Porto Belo tem de melhor para oferecer. Por isso, criamos o guia ‘Visite Porto Belo’, uma publicação leve, acessível, com curadoria da nossa equipe com o objetivo de apoiar o turismo, valorizar os empreendedores locais e, claro, ajudar mais pessoas a descobrirem essa joia do litoral catarinense. Acreditamos que quando a cidade cresce, todos crescem juntos, inclusive quem vive, investe e acredita nela”, comenta.

Disponível em formato digital, o “Guia Porto Belo” reúne uma seleção de atrativos que ajudam o visitante a explorar a cidade de forma prática e completa. Entre os destaques estão o Centro Histórico de Porto Belo, a Ilha de Porto Belo, os molhes dos rios Perequê e Perequezinho, a Praia dos Fagundes e o Balneário Perequê, conhecido por sua orla vibrante e estrutura de lazer. O guia ainda apresenta seis opções de hospedagem com vista para o mar e um roteiro gastronômico com 15 estabelecimentos que vão de cafés e sorveterias a bares, pizzarias, casas de massas, carnes, frutos do mar e culinária oriental.


Sobre a PHACZ

Fundada em 2007, a PHACZ Empreendimentos é uma construtora familiar catarinense que alia inovação, solidez e compromisso com a sustentabilidade em cada projeto. O nome PHACZ representa as iniciais de seus fundadores: Paulo Henrique (PH), Ana Clara (AC) e o sobrenome Zanon (Z), família que carrega décadas de experiência no setor da construção civil. Com atuação marcada por responsabilidade ambiental, a empresa foi a primeira construtora a conquistar o selo LEED residencial em Santa Catarina, chancela internacional que reconhece construções sustentáveis. A PHACZ é também precursora da ACIP (Associação de Construtoras e Incorporadoras de Porto Belo), com o objetivo de promover obras de grande relevância e impacto positivo, sem comprometer a identidade cultural local.

https://www.phacz.com.br/ 


Créditos: Divulgação/Phacz Empreendimentos



Parques, atrações e turismo: sinergia que fortalece a economia e a cultura do Brasil

Com impacto econômico de R$36,07 bilhões, a indústria de atrações conecta cultura, turismo e desenvolvimento social

São Paulo, Setembro de 2025 - No Dia Mundial do Turismo, celebrado em 27 de setembro, a IAAPA, Associação Global da Indústria de Atrações, destaca o papel vital de parques, aquários, zoológicos, museus e centros de entretenimento como motores da economia, da cultura e da inclusão social no Brasil.

Todos os anos, mais de 332 milhões de pessoas visitam parques de diversões, parques temáticos, parques aquáticos, centros de entretenimento familiar, zoológicos, aquários e outras atrações na América Latina e  Caribe, de acordo com a Associação Global da Indústria de Atrações. O Brasil é o maior mercado da América Latina na indústria: somente no país são 117.4 milhões de visitantes anualmente. Os impactos diretos e indiretos das atrações no Brasil geraram receitas de cerca de 6,8 mil milhões de dólares - que corresponde a R$36,07 bi* - no ano passado e apoiaram cerca de 142.000 postos de trabalho.

Diversas atrações brasileiras membros da IAAPA ilustram essa força: Beach Park, Beto Carrero World, Cataratas do Iguaçu no Parque Nacional do Iguaçu, Playland, Hot Park, Hopi Hari, Hot Beach, entre outros. Esses parques contribuem de forma decisiva para diversificar e fortalecer a oferta turística brasileira, impulsionar o número de visitantes domésticos, gerar inúmeros empregos diretos e indiretos e ampliar a distribuição dos benefícios econômicos do turismo entre diferentes estados.

Só neste ano, diversos novos parques e atrações foram anunciados no Brasil, ampliando o apelo do país tanto para o turismo doméstico quanto internacional. Entre eles está o Cacau Park, parque temático do chocolate que será inaugurado em Itu, São Paulo; e outras duas estreias já confirmadas: em Atibaia, o Sítio do Pica-Pau Amarelo, inspirado na clássica série de livros infantis brasileiros, abrirá as portas para uma nova geração de visitantes. 

Turismo cultural, social e inclusivo

O crescimento do turismo cultural e de entretenimento no Brasil fica evidente em dados recentes: no primeiro semestre de 2025, o setor movimentou um recorde de R$108 bilhões, representando um crescimento de cerca de 6,9% em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo a Fecomércio-SP. As chegadas internacionais também seguem em forte alta: entre janeiro e julho, o Brasil recebeu aproximadamente 5,95 milhões de turistas estrangeiros, um aumento de 47,5% na comparação anual, de acordo com a Embratur. Em agosto, o total já havia alcançado 6,52 milhões de visitantes, 46,6% acima de 2024, segundo o Ministério do Turismo.

Esse desempenho positivo está diretamente ligado à indústria de atrações, que exerce um papel decisivo na atração de visitantes nacionais e internacionais e contribui de forma direta para o crescimento das receitas e da chegada de turistas ao Brasil.

“Cada ingresso para uma atração ativa um círculo virtuoso: artesãos, produtores, fornecedores e comunidades locais encontram nessa indústria uma fonte de crescimento. Turismo, gastronomia, hotelaria e serviços são diretamente beneficiados, consolidando as atrações como um pilar do desenvolvimento econômico e social do Brasil”, afirma Paulina Reyes, vice-presidente e diretora executiva da IAAPA para a América Latina, Caribe e América do Norte.

Outras atrações também celebram a biodiversidade e a natureza do Brasil, como o Arvorar Park, novo parque do Beach Park que oferece uma experiência imersiva incrível unindo natureza, sustentabilidade, diversão e educação; o Simba Safari, inaugurado recentemente como uma experiência única de safári dentro do complexo do Zoológico de São Paulo, o maior da América Latina; e o AquaFoz, em Foz do Iguaçu, que abrirá neste ano e será o segundo maior tanque oceânico do Brasil, com mais de 300 espécies e mais de 3,3 milhões de litros de água.

As belezas naturais também são consideradas importantes atrações para o turismo nacional e internacional, como os membros da IAAPA: o Cristo Redentor, as Cataratas do Iguaçu e o Parque Bondinho Pão de Açúcar, entre outros.

Olhando para o futuro, o setor de atrações no Brasil deve se expandir ainda mais, com cerca de 60 novos projetos recém-inaugurados ou em desenvolvimento para os próximos meses, além da continuidade dos investimentos em inovação e sustentabilidade. Segundo a IAAPA, essas tendências posicionam o Brasil não apenas como o maior mercado da América Latina, mas também como um dos polos mais dinâmicos do turismo cultural e de entretenimento em escala global.

* Valor segundo a cotação do Banco Central do Brasil do dia 23/09/2025. 




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