21 abril 2026

Galeão prevê que Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro deve terminar o ano com mais de 19 milhões de passageiros

Aeroporto carioca fecha primeiro trimestre do ano com recorde de passageiros no período e novos negócios

O RIOgaleão projeta encerrar 2026 com 19,5 milhões de passageiros, consolidando um novo patamar de movimentação e conectividade para o Aeroporto Internacional Tom Jobim. O resultado é reflexo esforço da concessionária para atrair companhias aéreas e novos negócios, somada à coordenação de aeroportos, com impactos diretos para o turismo e a economia do Rio de Janeiro, como o centro de pesquisas da BYD, o novo hotel de bandeira internacional, a expansão da infraestrutura logística voltada ao comércio eletrônico e o hub da Gol anunciado recentemente.

O primeiro trimestre de 2026 já sinaliza uma tendência de crescimento. Entre janeiro e março, o aeroporto registrou 5,2 milhões de passageiros, o melhor desempenho para o período em sua história, com crescimento de 19% em relação ao mesmo intervalo do ano anterior. Foram 3,2 milhões de passageiros domésticos, alta de 20%, e 2,0 milhões internacionais, com crescimento de 17%.

O tráfego aéreo no Rio de Janeiro também vem aumentando desde 2023, quando foi implementada a coordenação do Sistema Multiaeroportos da cidade. Nos dois primeiros meses do ano, o número de passageiros total no Rio de Janeiro cresceu 42% em relação ao mesmo período de 2023. No mercado doméstico, o crescimento foi de 25%, enquanto no internacional foi de 107%. O crescimento no Rio de Janeiro é tão consistente que supera o do Brasil no recorte doméstico e internacional.

Nos últimos anos, o RIOgaleão avançou na retomada da conectividade aérea e reposicionou o aeroporto entre os principais do país. De 2022 para 2025, o Galeão saiu da décima para a terceira posição entre os aeroportos com maior movimentação de passageiros no Brasil e consolidou-se como um hub estratégico para a aviação. A conectividade doméstica aumentou em mais de 800% comparado a 2023 e a doméstica-internacional cresceu mais de 200% no mesmo período. O resultado disso são mais destinos domésticos e internacionais ligados diretamente ao Rio de Janeiro.

A GOL tornou-se o principal motor de expansão da malha aérea no aeroporto e anunciou novos voos diretos para Nova York, Orlando, Lisboa e Paris, além da ampliação da conectividade doméstica. O Rio de Janeiro também passou a contar com novos destinos diretos, como Roma, Dallas, Santa Cruz de la Sierra, Assunção, Toronto, Mendoza e Montreal, além da chegada de novas companhias internacionais, como ITA Airways, Air Canada, Air Transat e Boliviana de Aviación. O RIOgaleão concentra 50% do tráfego de passageiros low-cost internacionais do Brasil, com uma malha robusta e diversificada, o que estimula, inclusive, o acesso ao destino Rio, um mercado criado pela prospecção ativa do aeroporto.

O fortalecimento da malha aérea contribuiu diretamente para o crescimento do turismo internacional na cidade. Em 2025, o Rio de Janeiro recebeu 2,1 milhões de turistas estrangeiros por via aérea, um recorde histórico, com crescimento de 44% em relação ao ano anterior. O desempenho segue em alta em 2026: nos dois primeiros meses do ano, o destino registrou o melhor início de série histórica, com recordes consecutivos em janeiro e fevereiro e volume superior ao de São Paulo no acumulado do período.


O RIOgaleão também ampliou sua relevância logística. Em 2025, o terminal de cargas registrou o quarto recorde consecutivo de movimentação, com 62 mil toneladas processadas e cerca de US$ 17 bilhões em valor CIF. O crescimento foi impulsionado pela expansão da malha aérea, pelo avanço do e-commerce internacional e pela demanda de setores estratégicos como petróleo e gás, indústria aeronáutica e farmacêutica.

O bom desempenho se manteve no início de 2026. No primeiro trimestre, o valor das importações cresceu 22%, totalizando US$ 4,6 bilhões. A operação de e-commerce segue como um dos principais motores de expansão: após processar mais de 30 milhões de remessas em 2025, o aeroporto já ultrapassou 10 milhões de volumes nos três primeiros meses deste ano. Nos dois primeiros meses do ano, a carga doméstica no Rio de Janeiro cresceu 81% na comparação com o mesmo período em 2023, enquanto o Brasil cresceu em torno de 13% no mesmo período.

O aeroporto reforça seu papel como motor da economia e da conectividade do Rio de Janeiro, contribuindo para a atração de turistas, investimentos e novas oportunidades de negócios para a cidade.


História e adrenalina são atrações para o fim de semana prolongado, em Corumbá

 

Salto de Corumbá oferece tirolesa, arvorismo e os famosos 1,200 metros de boia cross em meio ao cenário histórico do garimpo que aconteceu há quase 300 anos na cidade

Que tal uma boa dose de ecoturismo, adrenalina, regado a uma boa dose de cultura e história? Esse é um dos destaques do amplo menu de opções do  Salto de Corumbá para este fim de semana com o feriado na terça (21 de abril): tirolesa, arvorismo e os famosos 1,200 metros de boia cross.  O complexo espera mil pessoas por dia, de sábado (18) até a próxima terça-feira (21). 

Situado em Corumbá de Goiás, trata-se do  maior Parque Ecológico do cerrado goiano, que abriga a maior cachoeira de toda Serra dos Pirineus - chamada de Salto de Corumbá, que dá nome ao parque - com uma queda de 50 metros de altura. 

O cenário é perfeito para as atividades, mas ela também conta muita história, que é compartilhada pelos instrutores durante as atividades de aventura. É que Corumbá de Goiás, que completa 295 anos em 2026, e guarda memórias sobre a era do ouro no centro do Brasil.

No século XIX, o francês Bernard Alfred d’Arena fez intervenções no rio Corumbá, criando um paredão e um canal de desvio para o garimpo do ouro, secando completamente a cachoeira que dá nome ao parque - Salto Corumbá. 

Foi só em 1988 que os titulares da propriedade restauraram o fluxo original da cachoeira e os aventureiros podem conhecer o desvio atualmente seco - uma intervenção monumental para a época.

As histórias não param por aí e o passeio também reserva muita informação sobre as belezas do Cerrado, incluindo a passagem por mais seis cachoeiras do parque:  Cachoeira do Poço Rico, Cachoeira do Ouro, Cachoeira da Gruta e as três Cachoeiras da Gruta. 

 


Opções de descanso

Mas, para quem prefere uma programação mais tranquila para passar o feriado prolongado, o Salto de Corumbá também é o lugar, que oferece as modalidades de day use, hospedagem e camping. O parque oferece atrações como piscinas aquecidas,  passeio a cavalo, rapel, e  pesque-pague. 

Dá para fazer uma trilha à pé pelo parque, em que o caminho conduz o visitante em expedição temática por dentro da natureza, passeando por uma trilha que lembra as minas de ouro do século XIX.A trilha percorre 1,1Km em meio ao Cerrado, passando por animais ilustrativos, atravessando túneis e pontes, podendo chegar a uma velocidade de até 35Km/h.

O Restaurante Ranchão do complexo vai contar com música a noite inteira, recebendo o cantor Victor Telles. Já no domingo (19), a música fica por conta do artista André Marques. Nos dois dias, o som começa às 20 horas e se estende até às 23 horas. No ambiente Cerrado Bar Sunset o feriado também será animado, contando com a apresentação da DJ Caetella de sábado até segunda-feira (20), das 17 às 19 horas, contemplando o pôr do sol. 

O Salto Corumbá fica localizado ao lado da BR-414, Km 383, município de Corumbá de Goiás, a aproximadamente 1h30 de Goiânia e 50 min de Brasília. 

 


Serviço: Feriado prolongado no Salto Corumbá

Data:18 a 21 de abril

Local: Salto Corumbá-GO

Horários de funcionamento: Todos os dias, 8h às 18h

Endereço: BR-414, Km 383, Corumba de Goiás 72960000


O aumento salarial que virou caso de Justiça em Itapoá

 Itapoá entre a ingenuidade e a ganância

Jeferson Garcia e José Maria Caldeira


Por: Wilson Cesar Malinoski - Jornalista - 5007/SC

Na política, existem decisões que nascem cercadas de técnica, prudência e planejamento. E existem aquelas que parecem ter sido tomadas com a leveza de quem atravessa um campo minado acreditando que nada vai explodir.

O aumento salarial do prefeito de Itapoá, Jefinho Garcia, e do vice-prefeito José Maria Caldeira parece ter seguido o segundo caminho.

A decisão do desembargador Jaime Ramos, do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, de notificar o prefeito, o presidente da Câmara, Ivan da Luz, e a Procuradoria-Geral do Município, após ação direta de inconstitucionalidade movida pelo Ministério Público, não surgiu do acaso. Ela é consequência direta de uma lei aprovada com dois ingredientes perigosos na administração pública: pressa política e descuido jurídico.

O aumento elevou o salário do prefeito para R$ 33 mil e do vice para R$ 16,5 mil, com efeitos retroativos a janeiro de 2026, em pleno mandato. A retroatividade, por si só, já acende um alerta vermelho. A Constituição e a jurisprudência são claras ao estabelecer o princípio da anterioridade para fixação de subsídios. Em outras palavras, o salário deve ser definido antes do mandato, não durante.

Mas o enredo não para por aí.

A ação do Ministério Público também aponta a ausência de estudo de impacto financeiro, exigência básica da Lei de Responsabilidade Fiscal. Não se trata de detalhe técnico. Trata-se do alicerce que sustenta qualquer decisão que envolva aumento de despesas públicas.

E aqui surge a primeira dúvida inevitável: foi ingenuidade ou convicção?

Segundo as informações, houve alerta formal da imprensa local. Ou seja, o risco foi apontado. O caminho mais seguro foi indicado. Ainda assim, a decisão seguiu adiante.

É nesse ponto que a política local entra em território delicado. Quando um gestor público é alertado pela imprensa e, ainda assim, decide avançar, restam apenas duas interpretações possíveis: despreparo ou intenção.

A situação ganha contornos ainda mais curiosos quando se observa o contexto político. O prefeito possui maioria na Câmara. A votação, segundo relatos, ocorreu com tranquilidade, após quatro meses de tramitação. Sem pressa aparente. Sem tensão. Sem crise.

Uma calmaria que, agora, contrasta com a tempestade jurídica que se forma.

A oposição foi contrária. Registrou o posicionamento. Cumpriu o papel institucional. Mas a maioria legislativa, confortável, seguiu adiante.

E como se o cenário não fosse suficientemente sensível, surge mais um elemento: a Câmara agora se prepara para votar aumento salarial para seus próprios servidores.

Não há ilegalidade em valorizar servidores públicos. O problema não é o aumento em si. O problema é o timing político. Em meio a uma ação judicial que questiona aumento salarial do Executivo, a sinalização de novos reajustes amplia o debate e reforça a percepção pública de desconexão entre prioridades políticas e realidade administrativa.

A política exige sensibilidade. E, sobretudo, exige prudência.

Quando decisões que envolvem dinheiro público são tomadas sem blindagem jurídica adequada, o risco deixa de ser apenas político e passa a ser institucional. O resultado é o que se vê agora: um município inteiro aguardando o desfecho de uma decisão que poderia ter sido evitada.

No fim, a pergunta permanece no ar, como uma nuvem que insiste em não se dissipar: foi ingenuidade, ganância ou falta de assessoria jurídica eficaz?

Talvez a Justiça responda. Ou talvez a resposta já esteja evidente demais para ser ignorada.

17 abril 2026

Hotéis sustentáveis no luxo aumentam receita eficiência e valor de marca

 


Empreendimentos incorporam práticas ambientais como estratégia de negócio e passam a disputar um viajante mais exigente e consciente

O turismo internacional superou 1,4 bilhão de chegadas em 2024, retomando os níveis pré-pandemia, segundo a Organização Mundial do Turismo, enquanto o segmento de bem-estar movimentou cerca de US$ 830 bilhões em 2023, de acordo com o Global Wellness Economy Monitor. 

Ao mesmo tempo, levantamento da Booking.com indica que mais de 70% dos viajantes globais pretendem adotar práticas mais sustentáveis nas próximas viagens. A convergência desses dados evidencia uma mudança concreta no comportamento do consumidor e pressiona a hotelaria de alto padrão a rever suas operações. 

Para Carmita Ribeiro, curadora de viagens de luxo e idealizadora do projeto Mala Vermelha pelo Mundo, a transformação já impacta diretamente a decisão de compra. “O luxo deixou de ser apenas conforto e passou a incorporar consciência. O viajante quer saber como aquele hotel opera e qual impacto ele gera”, afirma.

Carmita observa que hotéis de alto padrão têm incorporado práticas ambientais de forma mais estruturada, indo além de ações pontuais. Com vivência em mais de 65 países e atuação consolidada no turismo de luxo , ela aponta que o movimento envolve desde arquitetura sustentável até curadoria de experiências locais. “Não se trata de abrir mão da experiência premium, mas de redefinir o que significa qualidade. Hoje, conforto também está associado a bem-estar, silêncio e respeito ao ambiente”, diz.

A mudança de comportamento do viajante tem impacto direto nos resultados das empresas. Empreendimentos que integram sustentabilidade à estratégia tendem a fortalecer reputação, aumentar a permanência média do hóspede e elevar o ticket de consumo. 

Além disso, a eficiência operacional gerada por práticas como gestão de energia e redução de desperdício contribui para melhoria de margens. “Existe um ganho financeiro, mas principalmente um ganho de posicionamento. O cliente percebe valor quando há coerência entre discurso e entrega”, explica.

Esse avanço, porém, exige cautela. A adoção superficial de práticas ambientais pode comprometer a imagem da marca. “O maior risco hoje é parecer sustentável sem ser. O público desse segmento é informado e identifica rapidamente quando a proposta não é consistente”, afirma. Segundo ela, a credibilidade passa por transparência, certificações reconhecidas e experiência real entregue ao cliente.

Para estruturar essa transição, muitos hotéis têm recorrido a consultorias especializadas, auditorias ambientais e selos internacionais. A integração com fornecedores locais e a revisão de processos internos também aparecem como caminhos recorrentes. “Sustentabilidade não é uma ação isolada, é uma construção que envolve operação, equipe e experiência do hóspede”, avalia.

A especialista aponta cinco práticas que aumentam eficiência e valor no turismo de luxo sustentável

A implementação de práticas sustentáveis na hotelaria de alto padrão exige planejamento e consistência. Algumas diretrizes têm se consolidado como base para essa transformação.

 

  • Redução de desperdícios
    Controlar consumo de água, energia e alimentos melhora a eficiência operacional e reduz custos, ao mesmo tempo em que reforça o compromisso ambiental.
  • Eliminação de plásticos descartáveis
    A substituição por materiais reutilizáveis ou biodegradáveis é uma das medidas mais visíveis e rapidamente percebidas pelo hóspede.
  • Integração com comunidades locais
    Parcerias com produtores e experiências regionais agregam autenticidade à estadia e fortalecem a economia do entorno.
  • Certificações ambientais reconhecidas
    Selos internacionais aumentam a credibilidade e funcionam como parâmetro para o viajante que busca transparência.
  • Curadoria de experiências conscientes
    Atividades ligadas à natureza, cultura e bem-estar ampliam o valor percebido e criam diferenciação competitiva.

 

A consolidação desse movimento também está ligada à forma como o consumo vem sendo redefinido. O Traveller Value Index 2024, da Expedia Group, aponta que 76% dos viajantes priorizam experiências em vez de bens materiais, indicando um deslocamento claro na lógica de valor. Nesse cenário, hotéis que conseguem equilibrar sofisticação, responsabilidade ambiental e personalização tendem a se destacar.

Para Carmita Ribeiro, o futuro do turismo de luxo será guiado por escolhas mais conscientes e bem estruturadas. “O novo luxo está naquilo que faz sentido viver e não gera desconforto depois. A experiência precisa ser boa durante e também depois da viagem”, conclui.

 

Sobre Carmita Ribeiro

Carmita Ribeiro é administradora de empresas, empresária e idealizadora do perfil do Instagram Mala Vermelha pelo Mundo. Pernambucana, iniciou suas viagens internacionais ainda na infância e já percorreu mais de 65 países. Atuou por 12 anos como proprietária de uma pousada de charme na Praia dos Carneiros, em Pernambuco, experiência que consolidou sua atuação no turismo de alto padrão. Desde 2024, dedica-se à produção de conteúdo editorial autoral, sempre baseada em vivências próprias, com foco em cultura, gastronomia, hospitalidade e bem-estar. O projeto reúne uma audiência majoritariamente feminina, interessada em experiências sofisticadas e viagens planejadas com atenção ao detalhe.

Para saber mais acesse o site, o Instagram ou pelo canal no YouTube.

Sugestão de fonte: clique aqui

Fontes de pesquisa

Organização Mundial do Turismo (OMT)
https://www.unwto.org

Global Wellness Institute – Global Wellness Economy Monitor
https://globalwellnessinstitute.org

Booking.com – Relatório de Viagens Sustentáveis
https://www.booking.com/sustainable-travel

Expedia Group – Traveller Value Index 2024
https://www.expediagroup.com

  
 



O erro de colocar tudo na conta de um único governo




Por Wilson Cesar Malinoski - Jornalista - 5007/SC

Existe uma frase que ecoa nas ruas, nos cafés, nas redes sociais e até nas conversas de esquina: “Só vai melhorar quando mudar o governo”.
A frase parece simples. Mas ela carrega um erro gigantesco. Um erro de análise, de compreensão política e, principalmente, de responsabilidade cidadã.

Em Itapoá, por exemplo, a realidade política não é homogênea. O Executivo municipal segue uma bandeira. O Legislativo municipal possui diversas outras. Já no governo do estado de Santa Catarina, o cenário também é fragmentado. No plano federal, no Brasil, a situação se torna ainda mais complexa, com partidos diferentes disputando e dividindo poder no Executivo e no Legislativo.

Ou seja, não existe “um governo” único. Existem governos. Plural. Fragmentados. Distribuídos. Interdependentes.

Quando alguém diz que tudo depende de mudar o governo federal, ignora que o vereador vota leis locais, fiscaliza contratos, aprova orçamentos municipais. Ignora que o prefeito administra diretamente a saúde básica, a manutenção das ruas, a educação municipal e grande parte da estrutura que impacta diretamente a vida cotidiana do cidadão.

Ignora também que deputados estaduais definem políticas regionais, infraestrutura estadual, segurança pública e investimentos estratégicos. E que deputados federais e senadores compõem o equilíbrio de forças no Congresso Nacional.

Portanto, é justo colocar tudo na conta de um único governante federal? A resposta é não. 

Essa simplificação, embora comum, revela uma sociedade que ainda enxerga a política de forma superficial. É mais fácil atribuir culpa a um único nome do que compreender a engrenagem complexa do sistema democrático.

E aqui surge uma reflexão importante:
Quando tudo é culpa de alguém distante, ninguém próximo é responsabilizado.

O vereador deixa de ser cobrado.  O prefeito deixa de ser questionado. O deputado estadual desaparece do radar.  E o cidadão perde o poder de fiscalização.

A democracia não é um botão que se troca a cada quatro anos. Ela é uma engrenagem diária. E cada peça tem sua função.

Talvez a frase mais correta não seja “só vai melhorar quando mudar o governo”.  Talvez o mais honesto seja dizer:

Vai melhorar quando a sociedade entender como funciona o governo.
Vai melhorar quando o eleitor cobrar todos os níveis de poder.
Vai melhorar quando a responsabilidade deixar de ser concentrada e passar a ser compartilhada.

Porque, no fundo, o maior erro não está apenas na frase.
Está na forma como enxergamos a política.

E enquanto continuarmos procurando um único culpado, continuaremos também deixando de cobrar todos os responsáveis. 

16 abril 2026

Com expedição na Amazônia, The Summer Hunter expande braço de "experiências solares


Expedição TSH inaugura nova frente que pretende unir, no mundo físico, o mapeamento de destinos especiais e a reunião de pessoas para vivências únicas no offline

Após 12 anos de atuação tendo como uma de suas principais linhas de conteúdo baseadas na descoberta e mapeamento de destinos solares, transformados nos famosos Miniguias, o The Summer Hunter expande sua atuação no universo turístico para o mundo físico. No último mês, a plataforma de conteúdo editorial, curadoria cultural e comportamento contemporâneo adicionou uma nova proposta ao seu pool de ativações: a Expedição TSH.

Em sua primeira edição, a iniciativa teve a Amazônia como destino central, com saída de Novo Airão (AM), cerca de 200 km de Manaus, com navegação pelo Rio Negro e jornada pelo arquipélago de Anavilhanas e pelo Parque Nacional do Jaú. Formada por um grupo de 20 “pessoas solares”, a viagem tem como objetivo central reunir pessoas com diferentes bagagens e atuações dentro do universo criativo, para uma troca de experiências em meio a uma vivência real e não-convencional inspirada nos achados e traçados dos conteúdos apresentados semanalmente como sugestões de destinos ao redor do Brasil.


“Viagem sempre foi um dos territórios mais naturais do The Summer Hunter. Desde o início da plataforma, há 12 anos, falamos de destinos solares e de tudo o que se desdobra a partir deles Essa primeira Expedição inaugura uma nova frente do TSH: transformar nossa curadoria em experiência real, ao lado de parceiros comerciais que tenham afinidade com essa proposta única e reunindo pessoas interessantes em vivências que conectam natureza, cultura e convivência”, afirma Ricardo Moreno, sócio e publisher do The Summer Hunter.

Marcando a estreia do projeto, o The Summer Hunter convidou pessoas que fazem parte da história da plataforma e que, em suas áreas, contribuem para tornar o mundo mais interessante, criativo e humano – de pensadores a gente da moda, do bem-estar, da educação, das artes e da música. Entre os integrantes estiveram presentes Cris Naumovs, consultora de inovação; Cris Bartis, criadora do podcast Mamilos; Michel Alcoforado, escritor e antropólogo; Teresa Cristina, cantora; Pedro Andrade e Paula Kim, designers da marca Piet; Ju Menz, instrutora de Kundalini; Wendy Andrade, fotógrafo; Alan Rochlin, empresário e agente artístico; Clea Maria, educadora da Fundação Tide Setúbal; e Ruy Tone, empresário e proprietário do hotel Mirante do Gavião.

A primeira Expedição TSH foi realizada em parceria com a Katerre, empresa que opera turismo responsável e de alto padrão na Amazônia, com base em Novo Airão – sempre com forte compromisso com a preservação ambiental e o relacionamento com comunidades locais. A trajetória rendeu um ensaio com fotos de Evandro Martins, além de um vídeo-manifesto que, mais do que documentar a experiência, traduz com clareza o que essa nova frente representa pro TSH: um convite a desacelerar, se abrir para o novo e redescobrir, de um jeito mais solar, os prazeres da vida adulta.

“Com o sucesso da primeira edição, já estamos planejando as próximas expedições. Elas serão uma importante oportunidade para a interação genuína entre pessoas, marcas e iniciativas que orbitam nesse universo da criatividade, do espírito da descoberta, da curiosidade e da troca de experiências reais que sempre marcaram nosso conteúdo e todas as nossas ações”, reforça Moreno.

Além do braço de experiências, que inclui ainda eventos proprietários e em parceria com marcas e outros players, atualmente a plataforma The Summer Hunter integra sistema solar que conversa com mais de 5 milhões de pessoas por mês, incluindo um perfil do Instagram com 430 mil followers, Newsletter semanal, revista impressa, website, talks, clube de benefícios e o podcast “Desenrola” – que estreia sua quinta temporada nesta terça-feira (7), com episódio inspirado exatamente na expedição, com o tema “Você banca o desconforto?”.



15 abril 2026

Coamo e Yara avançam em parceria estratégica para terminal portuário em Itapoá



Por: Wilson Cesar Malinoski - Jornalista - 5007/SC

A cooperativa Coamo e a multinacional Yara formalizaram a assinatura de um Memorando de Entendimentos (MoU) não vinculante com o objetivo de avaliar possíveis parcerias voltadas ao futuro terminal portuário que a Coamo pretende implantar em Itapoá, no litoral norte de Santa Catarina. O cronograma preliminar prevê início das obras em 2027, com operação estimada para 2030. O projeto contempla a movimentação de granéis sólidos vegetais e fertilizantes, com capacidade estimada em aproximadamente 9,3 milhões de toneladas por ano.

De acordo com o presidente-executivo da Coamo, Airton Galinari, as tratativas com a Yara fazem parte de uma estratégia mais ampla para consolidar o terminal como uma estrutura de multicargas. Segundo ele, a localização geográfica, as condições marítimas e a infraestrutura regional são fatores decisivos para o avanço do empreendimento, sempre considerando critérios de sustentabilidade e integração com o desenvolvimento regional.

Ainda conforme Galinari, a possível parceria com a Yara abre caminho para novos negócios e fortalece o projeto logístico, com impactos diretos na economia local e estadual, especialmente na geração de empregos, renda e desenvolvimento para Itapoá e Santa Catarina.

A iniciativa também sinaliza o alinhamento estratégico entre as duas empresas, voltado ao fortalecimento da logística do agronegócio brasileiro. O objetivo é ampliar a eficiência operacional, aumentar a competitividade e garantir sustentabilidade à cadeia produtiva. A partir dos estudos previstos no memorando, as companhias devem avaliar alternativas para otimizar o fluxo de fertilizantes e atender às demandas futuras do setor agrícola.

O presidente da Yara Brasil, Marcelo Altieri, afirmou que a empresa analisa o projeto como parte da estratégia de expansão da presença portuária na região. Segundo ele, a iniciativa busca melhorar o atendimento aos clientes e elevar a competitividade logística da companhia.

Além do terminal de granéis vegetais que será operado pela Coamo, Galinari informou que o complexo portuário deverá contar com outras estruturas. Entre elas, um terminal de fertilizantes em parceria com a Yara, um terminal de GLP com a Supergasbrás e estudos em andamento para a implantação de um terminal destinado a líquidos combustíveis.

O avanço dessas tratativas reforça a perspectiva de que Itapoá consolide, nos próximos anos, um novo eixo logístico relevante para o agronegócio brasileiro, ampliando a importância estratégica do município no cenário portuário nacional.

14 abril 2026

Quem tem medo de uma sociedade que aprende a pensar?



Por Wilson Cesar Malinoski - Jornalista - 5007/SC

Uma sociedade que aprende a pensar deixa de ser conduzida e passa a escolher. Deixa de aceitar e passa a questionar. Deixa de ouvir apenas uma versão e passa a buscar a verdade.

E é justamente aí que nasce o medo.

O medo não está na população. O medo está em quem depende da desinformação para manter poder. Está em quem prefere decisões sem debate, decretos sem diálogo e discursos sem contraditório.

Em Itapoá, essa realidade se torna cada vez mais visível. Uma cidade que cresce, que recebe investimentos, que enfrenta desafios logísticos, ambientais e sociais, não pode mais ser tratada como uma comunidade que apenas aceita. Itapoá amadureceu. A população passou a acompanhar decisões públicas, analisar decretos, questionar impactos e exigir transparência.

Quando caminhoneiros questionam regras, não é apenas uma categoria defendendo seus interesses. É um sinal de que a sociedade está pensando. Quando moradores discutem obras, crescimento urbano ou impacto do porto, não é oposição. É cidadania.

Uma sociedade que pensa não aceita contradições com facilidade. Observa quando há mudança de discurso. Compara falas. Analisa dados. Cobra coerência.

E isso incomoda.

Porque pensar exige responsabilidade de quem governa. Exige planejamento real. Exige transparência. Exige diálogo.

Em Itapoá, a transformação é clara. O cidadão que antes apenas assistia, hoje participa. O morador que antes apenas reclamava, hoje investiga. O trabalhador que antes apenas obedecia, hoje questiona.

E isso não é um problema. Isso é evolução.

Uma cidade que aprende a pensar se torna mais forte. Mais justa. Mais equilibrada. Mais preparada para o futuro.

A verdadeira pergunta não é quem tem medo de uma sociedade que aprende a pensar.

A pergunta é outra: Quem tem medo da transparência? Quem tem medo do debate? Quem tem medo da verdade?

Porque uma coisa é certa.

Uma sociedade que aprende a pensar não volta atrás.
E Itapoá já começou a pensar.

08 abril 2026

Após completar sua segunda volta ao mundo, veleiro da Família Schurmann chega à Marina Itajaí, em SC

Depois de quatros anos e uma parada na COP30, em Belém (PA), o veleiro Kat retorna à cidade de Itajaí, de onde partiu para a expedição Voz dos Oceanos, sua segunda circunavegação com foco no combate à poluição plástica nos mares. No complexo náutico, onde está atracada, a embarcação passará por manutenção antes de seguir para Florianópolis, onde ficará aberta à visitação durante o projeto Casa Vozes do Oceano.



Abril, 2026 – O veleiro Kat, da Família Schurmann, está de volta à Marina Itajaí, em Itajaí, no litoral norte de Santa Catarina. Após mais de quatro anos desde sua partida para a expedição Voz dos Oceanos, a segunda volta ao mundo da embarcação e a quarta da família, o veleiro retorna à cidade que deu o start à travessia. Já atracada no complexo náutico, que é considerado o maior do Sul do Brasil, a embarcação passará por manutenção antes do próximo compromisso.

Reconhecida como a primeira família brasileira a dar a volta ao mundo a bordo de um veleiro, a Família Schurmann lidera há mais de quatro décadas expedições de longo curso com alcance internacional. A mais recente foi a Voz dos Oceanos, com foco no combate à poluição marinha, que iniciou em agosto de 2021 e percorreu mais de 140 destinos de 17 países das Américas, Oceania, Ásia e África. Essa foi a segunda circunavegação do Kat, veleiro de 80 pés que foi construído em Itajaí. A primeira foi com a Expedição Oriente (2014 - 2016) e a chegada da embarcação já foi na Marina Itajaí.

Nos últimos meses, o veleiro esteve em Belém (PA), onde integrou a programação da COP30 e ficou aberto à visitação pública como parte da Casa Vozes do Oceano. Após deixar a Amazônia, iniciou a travessia de retorno ao Sul com uma única escala em Recife (PE). A etapa final começou no dia 21 de março, com Wilhelm Schurmann e Erika Ternex a bordo. Após dias ininterruptos de navegação, o veleiro Kat chegou à Marina Itajaí em 29 de março.

“Ter o veleiro Kat de volta à Marina Itajaí, a Itajaí, cidade sede do Instituto Voz dos Oceanos, a Santa Catarina, nossa terra, é motivo de orgulho por termos concluído, em segurança, mais uma jornada. Já são mais de 85 mil milhas navegadas, com sentimento de missão cumprida. Durante a expedição, vimos que o cenário continua desafiador, mas também navegamos pela esperança ao encontrar tantas pessoas e iniciativas inspiradoras. Esse sentimento nos alimenta, nesse momento em que preparamos o veleiro Kat para suas próximas missões”, afirma Vilfredo Schurmann, um dos líderes da Voz dos Oceanos.

Na Marina Itajaí, o veleiro passará por manutenção antes de seguir para Florianópolis, onde será uma das atrações da Casa Vozes do Oceano, aberta ao público. A marina conta com estrutura técnica preparada para embarcações de longo curso, com capacidade para atender simultaneamente até sete barcos de 80 pés, além de ter 405 vagas e suporte para embarcações de até 125 pés. Equipamentos como TravelLift de até 75 toneladas e ForkLift de até 12 toneladas permitem operações completas, tanto para estaleiros quanto para navegadores em trânsito.

Segundo Carlos Gayoso de Oliveira, diretor da Marina Itajaí, o retorno do veleiro Kat reforça a vocação do complexo como ponto de apoio para grandes travessias. “Recebemos com frequência embarcações que chegam de competições e expedições internacionais, e o Kat é um símbolo disso. A Família Schurmann tem uma relação histórica com a Marina Itajaí, desde a Expedição Oriente, e é sempre significativo acompanhar esses ciclos completos de navegação”, destaca.

Sobre a Marina Itajaí

Com início das operações em 2016, a Marina Itajaí está localizada no centro de Itajaí, SC, ao lado do Centreventos. Modernos equipamentos como ForkLift para até 12 toneladas e TravelLift para até 75 toneladas, são um diferencial na sua configuração, além do posto de combustível com bandeira BR, sendo a única marina no sul do país com Diesel Verana. Possui espaço gastronômico com dois restaurantes internacionais, o Zephyr Seafood & Nikkei e o Zebuino Parrilla e Fogo, com amplo estacionamento, ponto de carregamento de carros elétricos e heliponto. Foi a primeira marina do Brasil com certificação internacional ISO 14.001/2015 e Bandeira Azul.

Mais informações: https://www.marinaitajai.com/


Crédito: Divulgação Voz dos Oceanos



07 abril 2026

A Missão de Informar em Tempos de Ruído


7 de abril dia do Jornalista

Hoje, 7 de abril, é celebrado o Dia do Jornalista. Mais do que uma data comemorativa, é um momento de reflexão sobre uma profissão que vive entre a responsabilidade social, a coragem e o compromisso com a verdade.

Ser jornalista não é apenas escrever notícias. É ouvir vozes silenciadas, investigar fatos, questionar versões oficiais e transformar informação em consciência. Em um mundo cada vez mais acelerado, onde a informação circula em segundos e a desinformação se espalha com facilidade, o papel do jornalista torna-se ainda mais essencial.

O jornalista é, antes de tudo, um observador da sociedade. Ele está nas ruas, nas comunidades, nos bastidores da política, nos conflitos sociais e nas histórias humanas que muitas vezes passam despercebidas. É quem traduz a realidade para o público, com responsabilidade e compromisso ético.

Vivemos uma época desafiadora. Redes sociais, fake news, polarização e pressões políticas tornam o exercício do jornalismo mais complexo. Ainda assim, é justamente nesses momentos que a profissão se fortalece. O jornalista continua sendo o elo entre o fato e a sociedade, entre o acontecimento e a compreensão.

Ser jornalista é também assumir riscos. É enfrentar críticas, incompreensões e, muitas vezes, resistências. Mas é também ter o privilégio de dar voz a quem precisa, denunciar injustiças e contribuir para uma sociedade mais transparente e democrática.

Neste Dia do Jornalista, fica o reconhecimento a todos os profissionais que, diariamente, dedicam seu trabalho à informação de qualidade. Aqueles que não se acomodam, que investigam, que perguntam e que acreditam que a verdade continua sendo o maior compromisso da profissão.

Porque ser jornalista não é apenas uma profissão. É uma missão. É compromisso. É responsabilidade social.

Feliz Dia do Jornalista a todos que fazem da informação um instrumento de cidadania.

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